quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O Vento no CINE PE em 2005

O Vento acabou ganhando como melhor filme de animaçao no festival.
Fonte: Jornal do Comércio - Caderno C - Recife - 13 de abril de 2005
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Sávio Leite
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
OFICINAS DE AUDIOVISUAL BH CIDADANIA
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O BH Cidadania é um Programa de inclusão social da Prefeitura de Belo Horizonte, com atuações nas áreas socialmente vulneráveis. Como alternativa á violência e desagregação social, a Secretaria de Cultura (na época, hoje Fundação Municipal de Cultura) promove cursos de iniciação artística para ampliar o acesso a bens e manifestações culturais. Nas oficinas de audiovisual, os jovens de 15 a 21 anos produzem vídeos que permitem ressignificar seus ambientes e construir novas perspectivas. Coordenei as Oficinas de Audiovisual por dois anos.
Em 2004 dentro do 15º Festival Internacional de curtas de São Paulo, 5 videos do Programa BH Cidadania foram convidados para exibição dentro do projeto: Formação do Olhar. Foram eles: PRÉ-AMBIENTE (que saiu também na coletânea da Kinoforum, como um dos trabalhos mais significativos do ano), produção coletiva dos jovens da Vila Senhor dos Passos, CONTAMINAÇÃO SONORA, videoclipe da banda de rap NUC do Alto Vera Cruz, VÍDEO CROQUIS da Vila Santa Rosa da Pampulha, Brinquedos óticos de jovens da Vila Santa Rita e SOLDADOS da regional norte de Belo Horizonte.
Em 2005 de novo dentro do 16º Festival Internacional de Curtas de São Paulo foi selecionado outros dois vídeos do BH Cidadania: AMSATNAF e DETALHAR.
Fonte: Jornal O Tempo - Opnião - 26 de agosto de 2003
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Sávio Leite
sábado, 9 de janeiro de 2010
DOSSIÊ EZEQUIAS MARQUES - ISTO É TEATRO

Primeiro trabalho grande
O documentário foi lançado em janeiro de 2006 na 9 mostra de cinema de Tiradentes em 2006.
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Sávio Leite
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
KOMBUCHA


Kombucha – 2’17”- Experimental – Bolívia - Brasil – 2009
Direção, fotografia e montagem: Sávio Leite
Música: Pumpy – Mechanics
Um biofilme resultado de uma simbiose complexa entre espécimes de bactérias e leveduras.
A biofilm resulted from a complex symbiosis between bacterias species and yeast.
Seleção:
13a Mostra de Cinema de Tiradentes – MG – 2010 – Brasil
9ª Mostra do Filme Livre – RJ – 2010 – Brasil.
5 FECIS0 - Festival de Cine Social y Antisocial - Santiago - 2010 - Chile
7º EL ESPEJO - Festival Internacional de Cortometrajes y Esculas de Cine – Bogotá – Colômbia – 2010.
IV Mostra Internacional de Curtas Metragens da Unioeste – Toledo – PR - Brasil
algumas consideraçoes:
O LUGAR MAIS SAGRADO DO PLANETA
Toda viagem indica uma transformação. Esta no próprio ato de se deslocar. Mais do que isto, pressupõe a quebra de preconceitos e te proporciona uma forma mais leve de encarar a existência, de viver novas experiências, muitas vezes nascidas de devires que viram a acontecer no improviso, No próprio ato de viver.
O curta KOMBUCHA começa com uma viagem terrestre. De Belo Horizonte no Brasil a Ilha do Sol na Bolívia. A viagem foi feita toda através de ônibus. De Belo Horizonte a São Paulo. De São Paulo para o sul do Brasil, depois cruzando a Argentina até chegar a Santiago no Chile, passando por lugares deslumbrantes na Cordilheira dos Andes.
De Santiago a Iquique, cruzando o deserto de Atacama e cidades mágicas como Tocopylla, cidade natal do inimitável cineasta Alejandro Jodorovsky. De Iquique para Oruru na Bolívia. A viagem para a Bolívia tinha como objetivo conhecer o cineasta, e principalmente os filmes de Jorge Sanjinés.
De Oruru para Cochabamba. Apesar do charme que o nome de Cochabamba evoca, não acostumei com a cidade. Fiquei na casa de dois primos, irmãos, que estudam medicina. Duas noticias me sacudiram em Cochabamba. Primeiro fiquei sabendo que os filmes de Jorge Sanjinés não estavam a venda em lugar nenhum e não poderiam ser assistidos. Terminantemente. Vi outros filmes bolivianos, principalmente Evo Pueblo de Tonchy Antezana, cujo nome verdadeiro é Sérgio. Em Cochambamba andando pelo mercado principal comprei um livro que seria o guia da minha viagem dali por diante: El mensaje secreto de los símbolos de Tiahuanaco y del Lago Titikaka.
Conheci Sérgio Antezana em sua produtora em Cochabamba. Creio que foi uma vista muito peculiar e até hoje nos correspondemos. Sérgio acaba de lançar outro longa “Cemitério de Elefantes”. Uma tarefa árdua já que a Bolivia é um dos países mais pobres e menos desenvolvidos da América Latina. Pobre economicamente porque o país carrega um tesouro arqueológico de mais de 12.000 anos de uma vasta historia e cultura.
A segunda noticia recebi através do MSN do meu sobrinho em Cochabamba informando sobre um acidente com meu único irmão que mora nos EUA. O acidente tinha sido muito grave. Ele já tinha passado por muitas cirurgias e ficaria um bom tempo no hospital.
Com essa noticia resolvi encurtar minha viagem, mesmo conseguindo falar com meu irmão no hospital e ele me tranqüilizando que o risco de morte já tinha passado. Parti para La Paz. Quando cheguei a La Paz reconheci no primeiro passeio pela cidade toda a vida pulsante no meio a muitas cores, cheiros e misturas de pessoas. Mesmo sabendo que o meu intuito era exótico, depois de contactar algumas pessoas que trabalham com cinema na Bolívia, procurei a casa de Jorge Sanjinés. Chegando a sua casa, bati a porta sem resultado.
Resolvi explorar mais um pouco os lugares próximos a La Paz: tomei conhecimento de um passeio a terras do Tihuanaco, um grande sitio arqueológico, composta por um museu e uma cidade que estava aparecendo debaixo das escavações. Algumas habilidades dos Tiahuanaco impressionam como o sistema de áudio e comunicação e suas bela arquitetura. No museu construído ao lado poderiam ver crânios trepanados. Quando os Tiahuanaco percebiam que determinada criança aprendia certas habilidades muito novas, ou mesmo falavam e escreviam antes do tempo, seus cérebros eram expandidos com grandes pregos afim de a massa craniana poder se expandir também. Subimos a um monte onde contava nosso guia que ali era o lugar mais sagrado do planeta e até para ele um típico habitante do lugar, podia sentir as vibrações. Subindo a esse monte tive a certeza que meu irmão dali em diante não morreria e eu poderia ainda curtir o restante da viagem.
Resolvi então conhecer o Lago Titikaka, que há dias povoava a minha imaginação. Uma viagem fantástica. O lago Titicaca é envolvido em muitos mistérios. É um santuário para quem vive de suas águas. A histórica diz que foi um lago desenhado e construído, mas o seu desenho só pode ser visto do espaço: um peixe, um puma e um homem alado. Os separa um cálice telúrico: o vulcão Kjapphia e a cidade encantada de Copacabana. Este desenho considerado “A grande Esfinge Aquática do Titikaka”, são figuras simbólicas que guardam identidade como a ideografia Tiahuanacota. Por esta razão é considerado um lago sagrado. A ilha do sol onde Jorge Sanjinés rodou o seu primeiro filme, UKAMAU localizado em uma das suas margens também é considerado sagrado pela crença popular, pois seria o lugar onde teria aportado a famosa Arca de Noé, que depois se transformou em ouro e prata e depois em pedra. O lago ficaria como prova do maior dilúvio que o Planeta Terra presenciou. Nessa ilha, as pedras parecem pregadas, com desenhos na paisagem que até hoje a geologia não conseguiu explicar completamente. A velha tradição andina dizem que ela é o berço do Império Inca. De toda maneira o Titikaka é considerado o maior lago em altitude do planeta com 8.560 kilometros quadrados, passando pela Bolívia e o Peru. Suas águas exercem o maior facinio por serem tropicais, mas frias. Com uma profundidade de 284 metros é navegável para grandes embarcações. Contém 36 ilhas, sendo a ilha do Sol a mais importante.
De volta a La Paz fui encontrar com um amigo de uma amigo do Brasil, onde tomei na casa dele a Kombucha, um chá, sem propriedades alucinogeneas, mas cujo fabricação remonta há mais de 10.000 anos. Uma bebida de sabor forte e gostosa, mas que me levou para cama no ultimo dia na Bolívia.
Por uma circunstancia do destino fui proibido de embarcar no dia seguinte porque não estava com o meu cartão de vacinação. Nada mal, pois tinha adorado conhecer La Paz. Depois de devidamente vacinado, volto a percorrer as ruas de La Paz andando por caminhos que suspeitava ainda não tivesse caminhado. Não é que parei de novo em frente a casa de Jorge Sanjinés. Não titubiei. Bati na porta e fui atendido pelo seu filho, Mallkus. Expliquei que era brasileiro e que tinha muita curiosidade em conhecer o cinema dele. Para mim surpresa, um grupo de pessoas estava no local e começariam em seguida a ver um filme dele. Pedia com humildade para também assistir. Mallkus foi sondar o grupo e voltou com a resposta afirmativa.
O filme que assitimos foi: El coraje del pueblo, um filme de 1971. Uma verdadeira obra de arte, que deixou a pequena audiência sem palavras. O curta Kombucha é uma homenagem a todos esses eventos extraordinários acontecidos em uma viagem. Acabei comprando um livro chamado: Teoria y práctica de um cine junto al pueblo escrito pelo próprio Jorge Sanjinés y Grupo Ukamau. Toda a cinematografia de Jorge Sanjinés é em prol da preservação da população aymara e falado em quéchua.
Sávio Leite – Janeiro de 2010.
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