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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

HORIZONTE TRANSVERSAIS - Ana Moravi (prg.)






 MORAVI, Ana. Horizontes Transversais - artistas do som e da imagem em Minas Gerais (2000/2010) - Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2014, 320 p.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

NEGO - A grandeza de um pequeno Filme

Por João Carlos Sampaio

Três minutos para radiografar Teodoro Sampaio, homem de muitas facetas; pensador, geógrafo, historiador, 

engenheiro e escritor. Filho de escrava com padre, homem que se fez por si mesmo, que alforriou seus irmãos de sangue e deu régua e compasso para a criação de um tratado social possível para o país. Um personagem ímpar, nome que batiza duas cidades, que é perfilado com arte em 'Nego', um instantâneo inspirado, forjado pelas mãos da dupla Marko Ajdarić e Sávio Leite.

A composição da dupla é tão simples quanto eficiente. e de uma fala depoimento de Ajdarić, mostrado num preto e branco que se harmoniza com as imagens de duas novelas gráficas. A brasileira Chibata!, de Olinto Gadelha Neto e Hemetério, sobre a histórica rebelião do início do século, e King of Nekrópolis, do croata Danijel Žeželj *, uma trama policial que impressiona pela força das imagens, são folheadas para ilustrar o discurso sobre o biografado.

Essa mescla de imagens de HQs com depoimento ganha auxílio luxuoso de moderna composição erudita do maestro mineiro Andersen Viana, cuja música emoldura as imagens e ajuda a criar a atmosfera que este filme propõe, uma visita a um herói do passado, que virou nome de logradouro, mas não frequenta, como deveria, nossos livros de História.

Sávio e Marko conseguem, em três minutos, em preto e branco (somente há cor num ruído final, que funciona como um marco que data esta presente homenagem), falar sobre Teodoro, sobre brancos e negros, sobre o sonho de relações sociais mais dignas.

Atiçam a curiosidade sobre este homem e fazem de 'Nego' uma carta de intenções, que, após os tais três minutos de duração, continua ecoando na memória de quem assiste. Esta permanência é uma teimosia, como a de Teodoro, a de não aceitar a pequenez que conspira pelo silêncio e contra nossa natural inclinação de sermos grandes.

*Pronuncia-se Jéjélh ´[vale o registro por que obras dele andam em boas casas familiares e do ramo, no Brasil].

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Crítica NEGO



Marko Ajdaric e Sávio Leite, realizadores do curtíssimo Nego, utilizam os quadrinhos como força motriz visual e dramática para fazer um tributo a um dos mais importantes intelectuais da raça negra que o Brasil já conheceu: Teodoro Fernandes Sampaio (1855/1937). Sobre ser um filme aparentemente tosco à primeira vista, o é, no entanto, como fator estético apenas, um elemento, aliás, da expressão audiovisual contemporânea. Filho de uma escrava e de um padre, nascido em Santo Amaro da Purificação (Bahia), entre outras contribuições importantes para a cultura brasileira, Teodoro Sampaio se distinguiu pelo seu imenso conhecimento das línguas indígenas e seus livros O tupi na geografia nacional (1901) e Dicionário histórico, geográfico e etnográfico do Brasil (1922) são contribuições definitivas para uma análise perfuratriz da História, Geografia e Etnografia do Brasil. O tributo de Ajdaric e Leite, através do discurso cinematográfico, é uma tentativa de fazer ver, usando recursos dos quadrinhos e do depoimento, a importância desse intelectual.

André Setaro - crítico e professor de comunicação na Universidade Federal da Bahia 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Crítica NEGO



'Nego': Três minutos de filme que passam literalmente a voar, num turbilhão de belas imagens que nos deixam sem fôlego: pouco mais podemos fazer que deixar-nos levar pela câmara de Sávio Leite e Marko Ajdaric, pela fantástica música de Andersen Viana e pelo som de Sergio Scliar, que cria um ritmo verdadeiramente hipnótico com os ruídos sonoros de Matheus Walter.

Depois de ver o filme é impossível não querer saber mais sobre o Nego, Teodoro Fernandes Sampaio. E, claro, saber mais sobre as bandas desenhadas de Danijel Zezelj e da dupla Olinto Gadelha e Hemetério, que servem de suporte dramático ao filme, num casamento verdadeiramente feliz entre a HQ e o celuloide. Gosto tanto deste filme pelo que diz, como pelo que não diz. E o que não diz, é o que queremos ver logo a seguir…

Paulo Monteiro – VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja – Portugal.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Crítica NEGO



Não tenho noticias de nenhum longa metragem realizado sobre a vida e obra do engenheiro, geógrafo e escritor Teodoro Sampaio, o ilustre intelectual negro, filho de escrava, nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1855 e falecido no Rio de Janeiro em 1937. Mas o primeiro passo na tentativa de abordar o vasto território do saber deste ilustre baiano foi dado pelo curta-metragem experimental NEGO de Sávio Leite e Marko Ajdarić, que tiveram a feliz ideia de apontar suas lentes para esquadrinhar o autor do delicioso 'O Tupi na Geografia Nacional' (1901) e o minucioso 'Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil' (1922), entre outras obras de grande relevo deste que foi uma figura de fuste da nação brasileira.

Se o curta é uma expressão autônoma do audiovisual cujo logro maior é a síntese, NEGO, com seus escassos 3 minutos, atinge o alvo ao destacar significativos elementos constitutivos do gênio de Teodoro. E isto é realizado através da frenética passagem das paginas de duas HQs (história em quadrinhos) sobre sua vida em constante diálogo com efeitos de imagem pontuada por uma reiterada tentativa frustrada de um dos diretores que frente à câmera coloca sua opinião sobre o tema.

Já a cartela do titulo traz a famosa bandeira rubro negra do estado da Paraíba com a inscrição NEGO em referencia a postura politica do seu governador, João Pessoa, que deflagrou com seu trágico assassinato, entre outros fatores, a Revolução de 1930. Episódio que não tem relação com o percurso criativo do retratado, mas funciona como marca irreverente do que assistiremos em seguida: um NEGO de verdade.
Repare que o titulo não é NEGRO e sim NEGO. Um abismo conceitual antropológico entre ambas as expressões embora seja apenas uma letra a marcar a diferença. NEGO também é a primeira pessoa do verbo da rejeição e em se tratando de um intelectual negro ele aqui assumiria uma postura de denuncia, mas pode também ser um qualificativo carinhoso no âmbito da cordialidade brasileira perscrutada por Sérgio Buarque de Holanda.

Assim que o titulo desaparece tem - se a impressão, pela voragem de elementos audiovisuais sucessivos, de que a obra é um trailer de um hipotético e futuro longa ao qual aludi no inicio deste texto. Não é. Imagens, desenhos, ficha técnica, nomes e funções desempenhadas pelos profissionais envolvidos aparecem em pequenas doses muito antes do fim, assim como a voz em off do narrador e ruídos sonoros envolventes, moldam com velocidade e ar contemporâneo uma espécie de apreciação definitiva sobre a personagem, direta e contundente, a partir da escolha de dois ou três dados específicos sobre sua obra em São Paulo e na Bahia.

NEGO é um curta arejado, ousado, que chega para encorpar o exército não muito numeroso de obras que tentam colocar nos seus devidos lugares de justiça fatos e personagens da nossa historia sócio/cultural, sobretudo quando a melanina destes personagens não é o da elite intelectual e/ou econômica do país.
A memória de Teodoro Sampaio sofreu e sofre pela falta de difusão da sua obra - apesar de o curta fornecer a informação de que dois municípios do Brasil levam o seu nome - ou até pela apropriação dela sem a obrigada e cordial retribuição nos créditos por ninguém menos que, por exemplo, e entre tantos outros, Euclides da Cunha em Os Sertões, o monumento da literatura nacional.
Por isso, afirmo (ou AFIRMO), NEGO, com sua pequena luz de curta-metragem experimental, delata e ilumina mais uma vez a invisibilidade do negro, seja ele quem for, na sociedade nacional.
*Carlos Pronzato, cineasta, diretor teatral e escritor.

sábado, 24 de novembro de 2012

NEGO (with English subtitles)



The short 'Nego', [winning] by Sávio Leite and Marko Ajdarić about the great black intellectual Teodoro Sampaio with support comic visual works copyright Danijel Žeželj and to Olinto Gadelha / Hemetério can now be seen on YouTube with English subtitles.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

NEGO NO CINECLUBE ATLÂNTICO NEGRO - RIO DE JANEIRO




http://atlanticonegro.blogspot.com/2011/04/sessao-mostra-do-filme-livre-2011-no.html

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NEGO e EU SOU COMO O POLVO na 10 MOSTRA DO FILME LIVRE














NEGO foi selecionado para a 10 Mostra do Filme Livre que acontece em marco nas cidades do Rio de Janeiro e Sao Paulo.
O curta EU SOU COMO O POLVO passara na retrospectva em comemoracao aos 10 anos da mostra
As mostras e selecoes pode se acessadas em:
http://www.mostradofilmelivre.com/11/selecao.php

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

NEGO - Premiado em Belo Horizonte e Selecionado em Vitoria












Nego de Savio Leite e Marko Adjaric foi um dos finalistas do 5 VIVO ARTE MOV - festival Internacional de artes em midias moveise ganhamos um celular.
http://www.artemov.net/noticia.php#31


Tambem foi selecionado para a mostra competitiva, em videoarte no 17 Festival de Cinema e Video de Vitoria. Sera exibido no dia 9/12/2010, no Cine Metrópolis, Ufes, às 12h.

http://www.vitoriacinevideo.com.br/17vcv/?page_id=70

sábado, 6 de novembro de 2010

Nego - 5 VIVO ARTE MOV

Meu curta NEGO, dirigido em conjunto com Marko Adjaric esta em competicao no 5 VIVO ARTE MOV - 5º Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. Foram selecionados 40 curtas no Brasil inteiro. O Festival acontece de 17 a 32 de novembro em belo horizonte, mas os curtas podem ser visto online.

O Programa Vivo arte.mov reúne um conjunto de iniciativas em torno da chamada "cultura da mobilidade", estimulando a criação, pesquisa, reflexão e difusão da arte em mídias móveis e locativas. São projetos, eventos, colóquios, mostras, exposições, e o Vivo arte.mov - Festival internacional de arte em mídias móveis, o maior e mais importante do Brasil no gênero.


Para assistir basta acessar: http://www.artemov.net/votopopular.php?categoria=nacional

quarta-feira, 26 de maio de 2010

NEGO premiado na Bahia













NEGO foi premiado como Melhor Curta Experimental no III Bahia Afro Film Festival, realizado em Cachoeira, Bahia. A premiação foi realizada na noite do dia 22 de maio de 2010, no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB. O júri composto por Diogo Gomes, Luiz Wendhausen, Fernanda Aguiar, Carneiro Martins, Guilherme Sarmiento e Goya Castro.

http://news.bahiaafrofilmfestival.com.br/?p=677

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NEGO




Nego – Sávio Leite e Marko Ajdarić – Experimental - 3’- 2010

Uma homenagem ao intelectual negro mais fecundo que o Brasil conheceu, utilizando os quadrinhos como aporte visual e dramático.

A tribute to the most prolific negro intellectual Brazil has ever known, using comic books as visual and dramatic contribution.

Seleção
- III BAFF - Bahia Afro Film Festival – Salvador – Brasil – 2010
- III Festival Internacional de Filmes Curtíssimos – Brasília – Brasil – 2010.
- VIII Mostra Minas de Cinema e Vídeo – Belo Horizonte – Brasil - 2010
- 5 FECISO - Festival de Cine Social y Antisocial - Santiago - Chile - 2010
- INDIE 2010 - Festival de Cinema Mundial - Belo Horizonte/ Sao Paulo - Brasil.
- 5 VIVO ARTE.MOV - Festival Internacional de Arte em Midias Moveis - Belo Horizonte - Brasil - 2010
- 17 Vitoria Cine Video - Vitoria - 2010.
- 10 Mostra do Filme Livre - Rio de Janeiro / Sao Paulo - Brasil - 2011
- Festcineamazonia - Festival Latino americano de cinema e Video ambiental - Porto Velho - RO - 2011
- VIII Festival Internacional de Cortometrajes Cusco - FENACO Perú - 2011

Premio
Melhor curta experimental - III BAFF - Bahia Afro Film Festival – Salvador – Brasil – 2010
Finalista (10 melhores) - 5 VIVO ARTE.MOV - Festival Internacional de Arte em Midias Moveis - Belo Horizonte - Brasil - 2010

















Teodoro Fernandes Sampaio (1855/1937), Negro, filho de escrava foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Engenheiro por profissão legou-nos uma bibliografia de vasta erudição geográfica e histórica sobre a contribuição das bandeiras paulistas á formação do território nacional, entre outros temas.