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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Kombucha - ARQIVO & PESQISA: Relatos Sagrados

 




ARQIVO & PESQISA: Relatos Sagrados é uma mostra de curta-metragem experimental que nasce através de uma pesquisa dentro da plataforma audiovisual A Fantasia Matrixiana. Fundada em 2021, na cidade de São Paulo, a plataforma busca produzir, arquivar e possibilitar uma expansão do cinema experimental realizado e debatido de forma coletiva e independente entre os colaboradores da plataforma e artistas convidados.

Nesta primeira edição, a curadoria inclui obras de artistas catalogadas pelo festival FilmDiary NYC de Nova Iorque para tratarmos as diferentes facetas do cinema cotidiano, diários documentais em linguagem familiar, uma ode à Mekas & Perlov. A mostra ainda abriga a videoarte, o fic—doc e filmes de arquivo através de uma conexão com o cinema de película realizado pela nova geração de artistas experimentais espanhóis formadas pela Elías Querejeta Zine Eskola, escola de cinema de San Sebastian na Espanha.

Trabalhos, projetos e conexões permitiriam a criação de uma larga rede de obras em diferentes formatos cinematográficos, possibilitando trazer para esta mostra 26 cineastas de diversas origens, conectando vários países, culturas e universos criativos em filmes divididos em 4 sessões.

A mostra, que acontecerá de 16 de fevereiro a 17 de março de 2024, será realizada de forma totalmente virtual. A cada semana, uma das quatro sessões estará disponível no cineHumbertoMauro/MAIS.

 

 

Sessão 3

 

INSTRUMENTO SENSÍVEL

(Sensitive Instrument)

Artur Omar fala sobre o Xadrez de Anjos.

Uma linguagem singular para se alcançar uma comunicação antes impossível, agora registrada em imagem, som e silêncio. Aqui tudo se deforma ou contorce para, num horizonte em constante expansão, talvez percebermos imagens pequenas e realizarmos que também somos elas, apesar de borradas ou granuladas o suficiente para cerrarmos nossos olhos.

“Kombucha”, de Sávio Leite

“Prometa jamais se calar de repente, pequeno aparelho de rádio”, de Xavier Braun

“L'autoritratto”, de Léna Lewis-King

"As I wait, I inhale", de Nicole Remy

"Erotics of The Kitchen", de Juliana Julieta

“De Rien”, de João Novello & Pedro Brasil


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

II Mostra de Cinema: cultura, arte e poder












Pelo segundo ano, a mostra Cultura, Arte e Poder preenche a programação cinematográfica do Verão Arte Contemporânea. Entre 11 e 17 de fevereiro, será apresentada uma miscelânea de diferentes linguagens audiovisuais, épocas e autores, selecionada por Sávio Leite e o Grupo Oficcina Multimédia. Na terça, dia 15, às 17h, será exibido “Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá” (2006), filme de Sílvio Tendler que registra a última entrevista do geógrafo falecido em 2001. O programa “Retrospectiva Éder Santos”, às 18h, reúne nove obras do videoartista mineiro, realizadas entre 1987 e 2003. Já “Filmefobia” (2008), às 20h, do também mineiro Kiko Goifman, tensiona o gênero documental expondo fóbicos aos seus maiores medos. Consulte a programação completa nos sites

http://www.veraoarte.com.br/vac2011/cinema.htmlabaixo.

http://www.cinemartepoder.blogspot.com/

http://fcs.mg.gov.br/agenda/1961,mostra-cultura-arte-e-poder.aspx

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes – av. Afonso Pena, 1.537, Centro // Horário: consulte a programação completa nos sites acima// Entrada: gratuita // Informações: (31) 3236-7400 e Cine 104, Praca Rui Barbosa, 104

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Kombucha, una lucha por la sobrevivencia














Kombucha, una lucha por la sobrevivencia
por Alejo Gutiérrez Oróstica

Los caminos del cine y el lenguaje audiovisual son infinitos, es en esta búsqueda donde siempre resultará interesante ver nuevas propuestas donde imagen sonido y tiempo se conjuguen de modo de comunicar diferentes escenarios, es en este contexto que llega Kombucha, film de Savio Leite, que no tiene problema alguno para mostrar como se puede jugar con estos elementos. Resulta muy interesante como el realizador utiliza tan poco tiempo (solo 2 minutos 17 segundos) para sugerirnos tantos mensajes.

En Kombucha, podemos apreciar una mirada que comunica con lo ancestral y lo originario. Observamos a la mujer de naciones del altiplano en Latinoamérica, tratado desde una perspectiva minimalista, con ese cuadro de microscopía en que se deja ausente el todo, dando una visión de un microcosmos que es posible observar, pero sin llegar a una compresión de su totalidad y de la riqueza cultural existente allí por generaciones. Esa mirada microscópica es la que también encierra a una bebida proveniente de la fermentación de hongos unicelulares extraídos del mar (Kombucha), que representan parte del acervo cultural de todo un pueblo. Es la mujer como elemento de origen y de vida la que también se muestra en la lucha por la sobrevivencia en la ciudad, tratando de insertarse en un espacio que ya no le pertenece, lleno de autos y calles de cemento que son la nueva selva donde la mujer deambula vendiendo mercancías. Es en una mirada honesta, que hacia el final nos sumerge en esas aguas calmas, las mismas donde el hombre transita en embarcaciones con formas de dragones nipones; apreciamos como la mujer vuelve al mar tratando de encontrar una salida, quizás en el origen, es la condena a muerte de toda una cultura, teniendo como única oportunidad la desconexión y búsqueda de la alegría por medio de la celebración y el festejo frente a la realidad sombría del siglo XX

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Alejo Gutiérrez nació en el 18 de marzo 1970 en Chile, realiza estudios de medicina general en la Pontificia Universidad Católica de Chile. Desde muy temprana edad se desarrolla como un líder social en La Pintana, un lugar que ha visto crecer. Así, a finales de los 80 participa activamente en varias organizaciones sociales haciendo hincapié en su papel de presidente del Centro Cultural Espacio Joven (1988-1990). Entre 1991 y 2008 se desempeño como parte de la junta directiva del Centro de Desarrollo Comunitario de Generación Siglo XXI, entidad en las que participa en la fundación de la primera estación de radio comunitaria en La Pintana, desempeñandose como Director de Programas.

En 2004 fundó el Colectivo Cultural LAIDEAFIJA continuar con el proyecto galpón cultural donde se desempeña como productor y gestor cultural, realizando una variedad de actividades culturales y comunitarias entre ellas el “Día Nacional del Cine” donde está a cargo de la producción en la sede de La Pintana , en el año 2007 es el co-productor Segundo Festival de Cine de las Ideas y productor de la primera edición del Festival de Cine Social de La Pintana FECISO, desempeñándose en esta labor hasta la actualidad en que FECISO realiza su quinta versión. También es elegido como representante de la Pintana ante la entidad RECIPP-Chile, que reúne a los líderes sociales y laborales de todo el país. Junto con el colectivo LAIDEAFIJA es responsable de producir las actividades para la formación de un ciudadano de la red cultural en La Pintana, la realización de diversos tipos de eventos artísticos culturales. En 2008 y 2009 es productor general y actor en la película ”Mitómana”. En 2010 actúa en cortometraje La Mano ambos trabajos dirigidos por el cineasta José Luis Sepúlveda. Actualmente trabaja intensamente en su cortometraje de animación “Cotacabezas”.

domingo, 31 de janeiro de 2010

CRÍTICA KOMBUCHA - 13 MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

PLANO SEQUENCIA

Série Cena Mineira – Mostra Panorama: Mulher-bomba, Moto.continuo, Narcolepsia, Bifurcation, Marisqueiras de Cabuçu, Kombucha, Polis e Bala na Cabeça

por Gabriel Martins

Encontramos hoje em destaque no cinema mineiro de curtas-metragens (e talvez de longas também) basicamente dois pontos, ou propostas, distantes. Um, segue um rumo mais próximo à pesquisa de linguagem, explorando vertentes como a vídeo-arte, vídeo-instalação e documentário experimental – se é que estas atribuições ainda fazem algum sentido. Na sessão Série Cena Mineira este “grupo” estava representado por Mulher-bomba, Moto.contínuo, Bifurcation, Marisqueiras do Cabuçu e Kombucha. O outro ponto seriam os filmes mais narrativos, propostas ficcionais engendradas por seus roteiros. Na sessão estavam representados por Narcolepsia e Bala na Cabeça. Polis, por mais que esteja mais próximo do primeiro grupo, é uma espécie de caso à parte na sessão (algo a ser discutido posteriormente no texto). Aos filmes:

(...)

No cinema isso provavelmente se reflete na relação de composição de imagem, ela como individual e além da construção de sentido contínuo de cinema clássico. Vale dizer, entretanto, que existe, mesmo sendo uma provocação, certo esgotamento deste tipo de proposta no cenário atual. Talvez após um grande número de estratégias próximas a estas nos últimos anos o cinema peça hoje algo além, algo novo, talvez um próximo processo difícil de dizer, no momento, qual é – resta descobri-lo.

Embarca um pouco nesta vertente o filme de Sávio Leite, ainda que resguarde mais valores do documentário e da imagem enquanto experiência passageira de seu autor. Infelizmente o filme perde na sua curta duração e na estratégia de obscurecer parte do quadro, efeito que parece meio deslocado enquanto tentativa de afirmação de algo. Parece-me pouco o tempo de processamento de imagens, o que deixa um vazio na soma da experiência desse filme que, diferente de outros do próprio diretor, não transmite emoções nem no processo de construção e nem na própria imagem, no registro daquelas situações. Um surto, que soa como um grande condensamento de idéias e registros que talvez fossem mais interessantes com um tratamento – e isso não quer dizer ritmo - mais calmo.

(...)

De um lado, liberdade técnica e plástica, observação do mundo e, por vezes, alguns esgotamentos de proposta. De outro, projetos enterrados dentro de paradigmas que pouco flertam com um prazer de filmar o real, mas que tem grande comunicação com o público. Onde estaria o meio termo?

(...)

Este é o nosso panorama, um espécime do que Minas parece ter a oferecer no agora. Nosso cinema, caminhando, certamente ainda está longe do que pode ser. Temos cineastas interessantes, muitas coisas acontecendo e um cenário crescente que promete persistir nos diversos circuitos. Resta nos olhar mais, nos pensar mais e ver uma possibilidade de ultrapassar paradigmas que talvez estejamos criando em alguns nichos, e isso vale para os dois grupos. Este panorama talvez não demonstre nem um terço do que aconteceu de melhor no cinema mineiros nos últimos tempos, mas certamente diagnostica muita coisa a se pensar. Pensemos pois, rumo a um contexto menos individual e mais colaborativo.

*Vistos na 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Filmes Citados:
Mulher-Bomba (idem, 2009/ Igor Amin)
Moto.continuo (idem, 2009/ Marcelo Braga e Eduardo Zunza)
Narcolepsia (idem, 2009/ Wilfried Amaral Weissmann)
Bifurcation (idem, 2009/ Alexandre Milagres)
Marisqueiras de Cabuçu (idem, 2010/ Gabriel Sanna)
Kombucha (idem, 2009/ Sávio Leite)
Polis (idem, 2009/ Marcos Pimentel)
Bala na Cabeça (idem, 2009/ Cristiano Abud)

O texto inteiro pode ser lido em: http://www.filmespolvo.com.br/site/artigos/plano_sequencia/910

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

KOMBUCHA

















Kombucha – 2’17”- Experimental – Bolívia - Brasil – 2009
Direção, fotografia e montagem: Sávio Leite
Música: Pumpy – Mechanics

Um biofilme resultado de uma simbiose complexa entre espécimes de bactérias e leveduras.

A biofilm resulted from a complex symbiosis between bacterias species and yeast.

Seleção:
13a Mostra de Cinema de Tiradentes – MG – 2010 – Brasil
9ª Mostra do Filme Livre – RJ – 2010 – Brasil.
5 FECIS0 - Festival de Cine Social y Antisocial - Santiago - 2010 - Chile
7º EL ESPEJO - Festival Internacional de Cortometrajes y Esculas de Cine – Bogotá – Colômbia – 2010.
IV Mostra Internacional de Curtas Metragens da Unioeste – Toledo – PR - Brasil


algumas consideraçoes:
O LUGAR MAIS SAGRADO DO PLANETA

Toda viagem indica uma transformação. Esta no próprio ato de se deslocar. Mais do que isto, pressupõe a quebra de preconceitos e te proporciona uma forma mais leve de encarar a existência, de viver novas experiências, muitas vezes nascidas de devires que viram a acontecer no improviso, No próprio ato de viver.

O curta KOMBUCHA começa com uma viagem terrestre. De Belo Horizonte no Brasil a Ilha do Sol na Bolívia. A viagem foi feita toda através de ônibus. De Belo Horizonte a São Paulo. De São Paulo para o sul do Brasil, depois cruzando a Argentina até chegar a Santiago no Chile, passando por lugares deslumbrantes na Cordilheira dos Andes.

De Santiago a Iquique, cruzando o deserto de Atacama e cidades mágicas como Tocopylla, cidade natal do inimitável cineasta Alejandro Jodorovsky. De Iquique para Oruru na Bolívia. A viagem para a Bolívia tinha como objetivo conhecer o cineasta, e principalmente os filmes de Jorge Sanjinés.

De Oruru para Cochabamba. Apesar do charme que o nome de Cochabamba evoca, não acostumei com a cidade. Fiquei na casa de dois primos, irmãos, que estudam medicina. Duas noticias me sacudiram em Cochabamba. Primeiro fiquei sabendo que os filmes de Jorge Sanjinés não estavam a venda em lugar nenhum e não poderiam ser assistidos. Terminantemente. Vi outros filmes bolivianos, principalmente Evo Pueblo de Tonchy Antezana, cujo nome verdadeiro é Sérgio. Em Cochambamba andando pelo mercado principal comprei um livro que seria o guia da minha viagem dali por diante: El mensaje secreto de los símbolos de Tiahuanaco y del Lago Titikaka.

Conheci Sérgio Antezana em sua produtora em Cochabamba. Creio que foi uma vista muito peculiar e até hoje nos correspondemos. Sérgio acaba de lançar outro longa “Cemitério de Elefantes”. Uma tarefa árdua já que a Bolivia é um dos países mais pobres e menos desenvolvidos da América Latina. Pobre economicamente porque o país carrega um tesouro arqueológico de mais de 12.000 anos de uma vasta historia e cultura.

A segunda noticia recebi através do MSN do meu sobrinho em Cochabamba informando sobre um acidente com meu único irmão que mora nos EUA. O acidente tinha sido muito grave. Ele já tinha passado por muitas cirurgias e ficaria um bom tempo no hospital.

Com essa noticia resolvi encurtar minha viagem, mesmo conseguindo falar com meu irmão no hospital e ele me tranqüilizando que o risco de morte já tinha passado. Parti para La Paz. Quando cheguei a La Paz reconheci no primeiro passeio pela cidade toda a vida pulsante no meio a muitas cores, cheiros e misturas de pessoas. Mesmo sabendo que o meu intuito era exótico, depois de contactar algumas pessoas que trabalham com cinema na Bolívia, procurei a casa de Jorge Sanjinés. Chegando a sua casa, bati a porta sem resultado.

Resolvi explorar mais um pouco os lugares próximos a La Paz: tomei conhecimento de um passeio a terras do Tihuanaco, um grande sitio arqueológico, composta por um museu e uma cidade que estava aparecendo debaixo das escavações. Algumas habilidades dos Tiahuanaco impressionam como o sistema de áudio e comunicação e suas bela arquitetura. No museu construído ao lado poderiam ver crânios trepanados. Quando os Tiahuanaco percebiam que determinada criança aprendia certas habilidades muito novas, ou mesmo falavam e escreviam antes do tempo, seus cérebros eram expandidos com grandes pregos afim de a massa craniana poder se expandir também. Subimos a um monte onde contava nosso guia que ali era o lugar mais sagrado do planeta e até para ele um típico habitante do lugar, podia sentir as vibrações. Subindo a esse monte tive a certeza que meu irmão dali em diante não morreria e eu poderia ainda curtir o restante da viagem.

Resolvi então conhecer o Lago Titikaka, que há dias povoava a minha imaginação. Uma viagem fantástica. O lago Titicaca é envolvido em muitos mistérios. É um santuário para quem vive de suas águas. A histórica diz que foi um lago desenhado e construído, mas o seu desenho só pode ser visto do espaço: um peixe, um puma e um homem alado. Os separa um cálice telúrico: o vulcão Kjapphia e a cidade encantada de Copacabana. Este desenho considerado “A grande Esfinge Aquática do Titikaka”, são figuras simbólicas que guardam identidade como a ideografia Tiahuanacota. Por esta razão é considerado um lago sagrado. A ilha do sol onde Jorge Sanjinés rodou o seu primeiro filme, UKAMAU localizado em uma das suas margens também é considerado sagrado pela crença popular, pois seria o lugar onde teria aportado a famosa Arca de Noé, que depois se transformou em ouro e prata e depois em pedra. O lago ficaria como prova do maior dilúvio que o Planeta Terra presenciou. Nessa ilha, as pedras parecem pregadas, com desenhos na paisagem que até hoje a geologia não conseguiu explicar completamente. A velha tradição andina dizem que ela é o berço do Império Inca. De toda maneira o Titikaka é considerado o maior lago em altitude do planeta com 8.560 kilometros quadrados, passando pela Bolívia e o Peru. Suas águas exercem o maior facinio por serem tropicais, mas frias. Com uma profundidade de 284 metros é navegável para grandes embarcações. Contém 36 ilhas, sendo a ilha do Sol a mais importante.

De volta a La Paz fui encontrar com um amigo de uma amigo do Brasil, onde tomei na casa dele a Kombucha, um chá, sem propriedades alucinogeneas, mas cujo fabricação remonta há mais de 10.000 anos. Uma bebida de sabor forte e gostosa, mas que me levou para cama no ultimo dia na Bolívia.

Por uma circunstancia do destino fui proibido de embarcar no dia seguinte porque não estava com o meu cartão de vacinação. Nada mal, pois tinha adorado conhecer La Paz. Depois de devidamente vacinado, volto a percorrer as ruas de La Paz andando por caminhos que suspeitava ainda não tivesse caminhado. Não é que parei de novo em frente a casa de Jorge Sanjinés. Não titubiei. Bati na porta e fui atendido pelo seu filho, Mallkus. Expliquei que era brasileiro e que tinha muita curiosidade em conhecer o cinema dele. Para mim surpresa, um grupo de pessoas estava no local e começariam em seguida a ver um filme dele. Pedia com humildade para também assistir. Mallkus foi sondar o grupo e voltou com a resposta afirmativa.

O filme que assitimos foi: El coraje del pueblo, um filme de 1971. Uma verdadeira obra de arte, que deixou a pequena audiência sem palavras. O curta Kombucha é uma homenagem a todos esses eventos extraordinários acontecidos em uma viagem. Acabei comprando um livro chamado: Teoria y práctica de um cine junto al pueblo escrito pelo próprio Jorge Sanjinés y Grupo Ukamau. Toda a cinematografia de Jorge Sanjinés é em prol da preservação da população aymara e falado em quéchua.

Sávio Leite – Janeiro de 2010.